Os treze princípios recomendados pelo NIDA para o
tratamento da Dependência Química
Não há um tratamento que seja apropriado para todas as pessoas.
O tratamento deve contar com fácil acesso.
O tratamento eficiente deve atender a todas as necessidades das pessoas e não apenas a sua drogadição.
Deve-se avaliar e modificar o plano de tratamento e de serviços de cada pessoa com frequência, de modo que se ajuste a qualquer mudança em suas necessidades.
A permanência ao tratamento durante um período adequado é essencial para a eficácia do tratamento.
O aconselhamento e outras terapias de conduta são componentes essenciais de praticamente todos os tratamentos eficientes para drogadição.
Para certos tipos de transtornos, os medicamentos constituem elementos importantes do tratamento, especialmente quando dados concomitantemente com aconselhamento e outras terapias comportamentais.
As pessoas dependentes ou que abusam de drogas, e que apresentem transtornos mentais concomitantes, devem ser tratadas de forma integrada para ambos os tipos de transtornos.
O procedimento médico da síndrome de abstinência é apenas a primeira etapa do tratamento da drogadição e, por si só, pouco influi para modificar o uso de drogas a longo prazo.
O tratamento não necessita ser voluntário para ser eficaz.
Deve-se vigiar continuamente para detectar um possível uso de drogas durante o tratamento.
Os programas de tratamento devem proporcionar uma avaliação para possível ocorrência de AIDS, hepatite B ou C, tuberculose e outras moléstias infecciosas, bem como devem propiciar aconselhamento para ajudar as pessoas a modificar os comportamentos que fazem com que elas ou outras corram o risco de infecção.
Da mesma forma com o que ocorre em outras doenças crônicas com reagudizações, a recuperação da drogadição pode ser um processo a longo prazo, que geralmente requer ingressar ao tratamento por várias vezes, incluindo sessões de reforço e outras modalidades de cuidados contínuos.