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"TRATAMENTO DAS DROGADIÇÕES:
O MODELO MINNESOTA"
Randy Stinchfield and Patricia Olwen
Dep. Of Psychiatry, University of Minnesota – Hazelden
Addictive Behaviors, vol.23, No5, pp 669-683, 1998
Resumo em português por Dr. Eduardo Rudge
Os trabalhos de avaliação de resultados
de tratamento pelo Modelo Minnesota são bastante raros apesar do seu uso muito
difundido e do destaque obtido pelo “Projeto Match” quanto às aplicações
dos 12 Passos como eficiente forma de Tratamento Cognitivo
Comportamental e Desenvolvimento Motivacional.
Em decorrência do Projeto Match os tratamentos que incorporam os 12
Passos de Alcoólicos Anônimos devem merecer maiores estudos, e os 12 Passos
constituem o elemento fundamental do chamado Modelo Minnesota.
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A modalidade do tratamento praticada em
Hazelden - Center City, Minnesota, é comumente conhecida como Modelo Minnesota e
é uma forma de tratamento muito difundida pelos Estados Unidos e por todo o
mundo.
As origens do Modelo Minnesota e Hazelden remontam ao Hospital Estadual de
Willmar, Minnesota em 1.950, quando neste Hospital foi aplicada, no tratamento
do alcoolismo e abuso de drogas, a filosofia dos 12 Passos de Alcoólicos
Anônimos com resultados aparentemente melhores do que a convencional
desintoxicação.
A meta do tratamento era a abstinência total de substâncias que alterassem o
humor e melhoria da qualidade de vida.
Os resultados então obtidos justificaram a transferência dos profissionais
envolvidos em tal tratamento para um local exclusivamente determinado para
tanto, do Willmar State Hospital, para uma fazenda em Center City, Minnesota,
afim de desenvolver um programa de tratamento, atualmente conhecido como
Modelo Hazelden.
O método de tratamento em Hazelden é
baseado na filosofia do Programa dos 12 Passos de Alcoólicos Anônimos
objetivando uma abstinência total. As Unidades de Tratamento são separadas, para
homens e para mulheres.
O tratamento consiste em: Terapia de grupo, terapia individual, exposições
didáticas, discussões em grupo, tarefas individuais e freqüência a grupos de
ajuda mútua.
Os componentes psicoeducacionais constam de:
Tarefas de leituras, anotações, práticas de novos comportamentos em grupo e
reflexões pessoais.
A equipe de tratamento é constituída por pessoal multidisciplinar orientada por
um conselheiro em dependência química e consta de: enfermeira, psicólogo,
capelão, terapeuta recreacional e médico consultante.
A conduta do tratamento é individualizada.
O tratamento envolve ensinamentos sobre a filosofia dos 12 Passos incluindo
reuniões freqüentes em conjunto com outras pessoas em recuperação e mudanças nos
hábitos do dia-a-dia. As principais mudanças repousam no ingresso a grupo e às
práticas comportamentais coerentes ao programa dos 12 Passos de AA.
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A maior parte do tratamento (80 a 90%) se faz em grupos, objetivando a visão da
verdadeira realidade, afastando a negação, assumindo responsabilidades e
desejando mudanças.
Ensinamentos sobre a doença e fatores relacionados, orientação para a filosofia
dos 12 Passos e grupos de AA/NA, indicando grupos para propósitos especiais (ex.
mulheres, idosos, ansiosos, bipolares, vítimas de incesto).
Grupos de recreação, de meditação, grupos onde os indivíduos possam relatar seus
casos pessoais com retorno, grupos para revisão do comportamento no lar.
As reuniões de grupo têm estrutura e pauta de discussão, que podem ser alteradas
pelo próprio grupo.
A terapia individual é indicada para casos sensíveis ou constrangedores ao
indivíduo para apresentação em grupo.
Os familiares dos pacientes são convidados a participar dos programas
instrutivos sobre as dependências e modificações propostas para as suas próprias
vidas.
Por ocasião do final do tratamento há reunião conjunta do paciente, seus
familiares e o conselheiro, discutindo-se problemas não resolvidos e revendo-se
planos de reintegração ao ambiente social.
Primordialmente, após a alta, o paciente deverá freqüentar tratamento
ambulatorial por cerca de 10 ou mais semanas e será estimulado a freqüentar
também grupos de ajuda mútua tipo AA, bem como os seus familiares ao Al-Anon.