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1-Álibis
São as justificativas para beber.”É o meu
aniversário”. “É fim de semana”.“Eu mereço isto após o trabalho que tive”. Para
ele são todas razôes válidas e despistam o fato de que tem um problema.
2-Censuras.
Embora o alcoólico sinta que o seu procedimento afete
só a ele, os seus familiares, amigos e colegas também são atingidos e transmitem
a ele as suas raivas e frustrações.
3-Extravagâncias.
Aqui, para desviar as críticas e raivas, o alcoólico
age generosamente para manipular as pessoas que assim agem ou sentem. Ele compra
presentes caros enquanto os seus rendimentos se reduzem com os gastos do seu
próprio hábito de beber ou negligência financeira.
4-Agressões.
O alcoólico torna-se bravo, raivoso ou furioso, às
vezes até violento quando o seu estilo de vida é questionado. Mais uma vez essas
atitudes constituem uma defesa para desviar as atenções sobre os seus problemas
e deixarem-no continuar bebendo em paz.
5-Remorso.
O alcoólico, percebendo os danos que causou, volta a
uma sanidade temporária e sente remorso pelas feridas ocasionadas. Ele enfim
relaciona-as com as suas bebidas com seus perseguidores que necessita mudar.
6-“Abstinência”.
Em virtude do alcoólico ainda não estar convencido da
sua impotência perante o álcool, ele tenta parar por conta própria, dizendo aos
amigos, com ar triste, que parou de beber. Devido à sua falta de “entrega”, isto
nunca acontece efetivamente.
7-Mudanças de padrão.
Aqui o alcoólico culpa seus problemas por alguma coisa
que fez de errado.
Por ex., ele diz que se só tomasse cerveja ou vinho não teria problemas.
Um alcoólico nunca tem sucesso na empreitada de beber controladamente.
Se pudesse, não seria como é!
8-Decadência social.
O alcoólico está agora desprendendo-se do seu círculo
social e juntando-se à sua roda de iguais. Esta gente não o critica e não se
aborrece quando bebe. Ele se sente confortável longe dos não bebedores ou dos
bebedores sociais.
9-Problemas no trabalho.
Agora o alcoólico está incapaz de agir adequadamente e
tenta esconder esse problema no desempenho do seu trabalho. Nessa altura ele
corre o risco de perder o emprego ou no mínimo, entrar para um programa de
recuperação -se por sorte houver.
10-Mudanças na família.
A família do alcoólico ajusta-se conforme as
circunstâncias, tornando-se seus membros codependentes. Podem tornar-se
protetores, permitindo ao alcoólico continuar com seu estilo de vida. Podem
também tornar-se amargos, ressentidos, descarregando suas frustrações em
outros, em vez de reparti-las entre si. O impacto negativo é progressivo,
desestruturando-se totalmente.
11-Tentativas de
ajuda.
O alcoólico busca ajuda por razões erradas. Procura
ajuda de terceiros para salvar seu matrimônio e débâcle financeiro, mas não
atenta para a real causa dos seus problemas, o próprio alcoolismo.
12-Ressentimentos.
O alcoólico sente que fez de tudo para resolver os
seus problemas mas que as pessoas não lhe crêem, e por tal motivo começa a se
ressentir contra elas, culpando-as pelo seu próprio modo de beber.
13-Tentativas de fuga.
A esta altura o alcoólico pode tentar, para curar-se,
uma mudança de lugar,-cura geográfica, assemelhando-se para ele, que seus
problemas resultam do ambiente em que vive. Isso não funciona porque ele não se
apercebeu que o problema está nele mesmo.
14-Manutenção de suprimento.
Com medo de ficar sem a bebida e resignando-se com seu
estado de alcoólico, ele se assegura de possuir um constante abastecimento de
bebida.
15-O Ciclo da Bebida.
Neste estágio o alcoólatra bebe constantemente, não
apresenta mais as ressacas como antes e o álcool lhe é necessário
para sentir-se normal.
16-Embrutecimento físico e psicológico.
Tendo o corpo envenenado pelo excesso de álcool, sua
saúde geral se deteriora e sua consciência e capacidade intelectual
decompõem-se.
17-Bebendo em tempo integral.
Sua vida agora está totalmente preenchida pelo uso de
bebidas. É inconcebível para ele passar dias ou semanas sem beber. |