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Adição e o Circuito do Prazer no Cérebro:
além da força de vontade.

 Nora D. Volkow, M.D.  Diretora do NIDA

http://www.hbo.com/addiction/understanding_addiction/12_pleasure_pathway.html

Tradução livre por Eduardo Rudge

Sumário

O cérebro humano é composto por uma extraordinariamente complexa e bem ajustada rede de comunicações contendo bilhões de células especializadas (neurônios) que dão origem aos nossos pensamentos, emoções, percepções e iniciativas. Freqüentemente a droga é usada pela primeira vez como opção para proporcionar prazer ou para aliviar uma depressão ou estresse, mas essa opção apresenta-se por período de tempo pequeno. Porquê? Porque o uso repetido da droga desequilibra - assim permanecendo - os então bem balanceados sistemas do cérebro humano, conseqüentemente substituindo as necessidades e desejos das pessoas na única direção da busca e uso de drogas. Nessa conjuntura os desejos e motivos normais terão dificuldade de competir com o desejo de uso da droga.    

Como o cérebro torna-se adito?

 

Tipicamente acontece assim:

Quais mudanças cerebrais são responsáveis por tão dramática alteração?

 

As pesquisas em adição têm nos ajudado a esclarecer como as drogas mudam o modo de funcionamento cerebral. Essas mudanças ocorrem por:

  Co-ocorrência de Adições: Composição Complexa
 

  Não é incomum que uma pessoa seja adita ao álcool, nicotina e drogas ilícitas ao mesmo tempo. A adição por múltiplas substâncias aumenta o nível do sofrimento individual elevando os custos sociais. Não importa qual seja a substância aditiva, todas elas têm uma coisa em comum – elas abalam o circuito de recompensa do cérebro, a rota do prazer. 

Qual é a melhor forma de tratar as pessoas aditas a mais de uma droga?

Recaída: Parte da Adição como uma Doença Crônica

 

Apesar da disponibilidade de muitas formas efetivas de tratamento para adição, o problema da recaída permanece o desafio principal a alcançar para a plena recuperação. Muitas vezes as pessoas que se submetem ao tratamento têm seus cérebros alterados, muita memória eufórica ligada às drogas e têm diminuído o seu controle de impulsos. Acompanhada de fissuras intensas, essas alterações cerebrais podem deixar essas pessoas vulneráveis à recaída, mesmo após anos de abstinência. As recaídas acontecem em percentuais semelhantes às de outras bem conhecidas doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma.

Como a recaída à droga de abuso assemelha-se ao que acontece com outras doenças crônicas?  

 

Para uma recuperação plena e longa o tratamento deve abranger o indivíduo integralmente. Para isto não basta simplesmente colocá-lo fora das drogas; particularmente, as muitas mudanças que tenham ocorrido – físicas, sociais, psicológicas – devem igualmente ser dirigidas para ajudar o indivíduo a permanecer fora das drogas, para o bem.


PET receptores d2 na adição 
A exposição repetida às drogas muda a função cerebral
As imagens de tomografia por emissão de prótons (PET) mostram modificações cerebrais similares, resultantes de  adição por diferentes substâncias – cocaina, metanfetamina, álcool e heroína.
O striatum (que contém os circuitos de recompensa e motores), é apresentado em vermelho brilhante e amarelo nos controles (coluna da esquerda), indicando numerosos receptores dopamínicos D2. Ao contrário, o cérebro dos indivíduos aditos (coluna da direita) mostra um sinal menos intenso, indicando baixos níveis de receptores dopamínicos D2.  

 

 

 

 

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